TemporaNão foge o tempo ao que lhe cabe. Breve
as suas marcas sobre nós dispõe
como em seu gado um fazendeiro. E conseqüente
consegue mais do que a brasa do ferro
que só na pele se estampa.
Os seus sinais procuramos no ar, na mudança das folhas,
no correr das nuvens. E eles em nós se depositam
tão indelevelmente embora lentos.
e lentamente vamos transformando
a agitação maturação de sonhos
que lhe oferecemos. Somos das suas entregas
e marcados assim jamais nos tresmalhamos.
Paciente ele espera a nossa vez
em sua partilha. E nos concede os domingos
onde acuados sonhamos com outros domingos.
H. Dobal