sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Como se fosse uma Princesa...



Mulher do Século XXI? Inatingível? Moderna? Feminista? Bem, já vesti todas essas armaduras. E digo, não deu certo!

Em todas as cenas acabei machucada. Chegou a hora de admitir: sim, eu acredito em conto de fadas! Meu príncipe vai chegar num mustang lindíssimos, com pêlos impecáveis de tão alvos e me salvar de todo o mau.

Dias, meses, anos, não importa, até lá estarei numa redoma de cristal, ou em uma torre, como preferirem. Talvez eu acabe limpando chão como a gata borralheira e nunca apareça uma fada madrinha que transforme minha abóbora em carruagem ou meu scarpin em cristal, mas vou me sentir melhor agora.

Nada de passear pela floresta. Não agüento mais esses ciclos viciosos de lobos em pele de cordeiro. Cansei de ficar arrasada quando ele não liga, e de tantas outras terríveis “artes” que meu infalível instinto por cafajestes me fez apreciar. Claro, como todos “bons” homens “maus”, eles jamais deixaram de honrar o título, me fizeram de gato e sapato, comi o pão que o diabo amassou e adjacentes. Mas chega. Não vou fingir que não ligo. Eu ligo sim. Sofri horrores. Chorei. Desci do salto. E agora, não é resolução de ano novo nem nada, até meu príncipe aparecer, ou não, nada de forasteiros tentando roubar-lhe o trono ... Chega. Já aprendi um bocado, e o que não aprendi ainda, bem, fica para a próxima encarnação, por essa já estou satisfeita.

“O espírito e o ímpeto de qualquer criança seria totalmente diminuído e despedaçado pelas mudanças a que ela precisou ser submetida. Mas, quando digo alguma coisa ela parece tão pouco submissa como se... Como se fosse uma princesa.”