sábado, 2 de fevereiro de 2008

Por quê? Sei lá!


As pessoas têm a mania horrível de ficarem se perguntando: “Ah, por que não eu?”.
Minha resposta é: não fui eu pelo simples fato de que não era para ser. Lógico. Óbvio. Mas mesmo assim continuamos batendo cabeça e nos lamentado com a mesma pergunta.
Por que não eu?
O mundo é tão volúvel, mutável, amplo, e às vezes um “por que não eu” ali ... Abre uma porta enorme para um “eu” aqui.
Falo por mim, passei os últimos meses da minha vida só reclamando, por quê não isso, por quê não aquilo. E engraçado que para os “porquês não eu” dos outros eu achava soluções perfeitas, planos infalíveis, era quase a Carmen Sandiego na produção de esquemas para solucionar a vida alheia. E quanto aos meus... iniciava o ritual: reclamação, briga, mas não me mexia um milímetro para mudar.
Então, continuava o ciclo dos “por quês” e nada de respostas.
Não que hoje Freud tenha ressuscitado e virado meu terapeuta particular e tenha sanado meu problema com os "porquês", mas chegou o momento de ao invés de eu ficar quietinha reclamando, estou dando passos rumo as soluções, ou não, dos porquês. Se vai dar certo? Não sei. Mas sonhar não custa nada.